O aeroporto ainda não estava cheio, mas já tinha aquele movimento contínuo de despedidas contidas, abraços apressados e silêncios longos demais para serem confortáveis. Um lugar onde ninguém ficava parado por muito tempo — exceto quem precisava sentir antes de ir.
Valentina caminhava ao lado de Rafael, o passaporte firme na mão, a bolsa presa ao antebraço. O coração batia em um ritmo estranho: não era ansiedade, nem medo. Era consciência. Aquela sensação incômoda de que, ao atravessar aquele po