CAPÍTULO 101 — O PRESENTE.
O edifício era menor do que a sede da Montenegro Corp. Não havia o brilho ostensivo, nem o silêncio reverente que ela aprendera a reconhecer nos espaços de Rafael. Ali, tudo parecia funcional demais. Prático. Um poder que não precisava ser exibido — mas que também não inspirava respeito imediato.
Ela ajeitou a bolsa no antebraço e caminhou até a recepção.
— Bom dia. — disse, com educação tranquila. — Gostaria de falar com o senhor Enzo Montenegro.
A mulher atrás do balcão não levantou os olhos