Os dias depois da morte de Santiago foram estranhos. Não houve o alívio imediato que eu imaginava — aquele sentimento de “agora acabou tudo”. Em vez disso, veio um silêncio pesado, como se o ar tivesse ficado mais denso. Eu acordava no meio da noite, o coração acelerado, esperando ouvir a voz dele ecoando pelos corredores da memória: “Você é minha, Audreen. Sempre vai ser.” Mas ele não estava mais lá. Só restava o eco.
Yakov percebia. Ele sempre percebia. À noite, quando os seis dormiam e a cas