A noite seguinte chegou como um veredicto.
Eu estava de pé no camarim privativo que Seamus reservara só para mim, olhando para o reflexo no espelho. O vestido que ele mandara entregar era quase inexistente: um tecido vermelho transparente que mal cobria o essencial, com correntes douradas cruzando o corpo como uma jaula de luxo. Meu cabelo estava solto, ondulado, e a maquiagem era pesada — olhos escuros, lábios vermelhos como sangue. Eu parecia exatamente o que ele queria: uma bonequinha quebra