A cabana no meio da mata era exatamente o que eu precisava: um refúgio seguro, isolado, longe de qualquer olhar curioso. Após horas de caminhada pela neve e pela floresta densa, finalmente chego, exausta, mas aliviada. Meus músculos doem, minhas botas estão encharcadas, e o frio cortante de Nova York parece querer entrar nos meus ossos, mas estou viva. E livre. Pelo menos por enquanto.Raul chega pouco depois, como sempre pontual e eficiente. Ele é mais que um guarda pessoal; é meu cúmplice, meu amigo, a única pessoa no mundo que sabe a verdade inteira. Sem ele, nada disso teria sido possível. Ele entra carregando uma mochila pesada nas costas, neve derretendo nos ombros do casaco preto.— Trouxe o que você pediu, Audreen — diz ele, entregando-me a mochila cheia de roupas novas, mantimentos, um kit básico de primeiros socorros, um rádio de ondas curtas, pilhas extras e algumas ferramentas de sobrevivência. — Espero que isso te ajude a se sentir mais confortável aqui.— Obrigada, Raul —
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