Seamus O’Connor estava cada vez mais obcecado.
Nos últimos quatro dias, ele me chamava para o camarote dele quase todas as noites. Não bastava dançar no palco principal — ele queria me ter só para si. Queria me tocar, me exibir, me quebrar devagar. Eu sorria, dançava, fingia prazer, mas por dentro eu contava cada segundo até poder voltar para o quarto, que era minha prisão dourada.
Naquela noite, o clube estava lotado. A música era mais pesada, as luzes mais vermelhas. Seamus estava sentado no