Christian Müller –
Segui o médico em silêncio por aqueles corredores gelados que pareciam não ter fim.
O médico parou diante de uma sala e respirou fundo antes de se virar. Aquela expressão que ele tentou suavizar... eu conhecia. A gente aprende a reconhecer o peso das palavras antes que elas sejam ditas.
— Senhor Müller... — ele começou, hesitante. — Me desculpe. Norma sofreu uma morte cerebral. Não temos mais o que fazer.
Por um segundo, o tempo parou. Eu não senti alívio. Nem raiva. Nem paz.