Christian Müller –
A mala errada já não estava mais em minhas mãos, mas o peso da dúvida continuava me esmagando.
Me afastei da porta, fechei os olhos por um instante e tentei ignorar o martelar da minha pulsação.
Aquela voz... Não poderia ser ela. Era impossível, ela estava...Morta?
Afrouxei a gravata de novo, como se precisasse desesperadamente de ar.
Meu peito subia e descia em um ritmo descontrolado, e eu odiava isso. Odiava que um simples engano, um detalhe ridículo, tivesse sido o suficie