O fogo não apenas me toca, ele me destrói. Sinto as chamas subirem pelas minhas pernas como serpentes vivas, famintas, agarrando-se à minha pele, mastigando-a, marcando cada pedaço de mim que ainda não foi destruído.
A fumaça é tão densa que parece entrar pelo meu nariz e descer pela minha garganta como uma lâmina quente, impedindo minha respiração. Meu corpo, pesado e mole como carne esquecida ao sol, mal responde aos meus comandos enquanto tento rastejar pelos escombros.
A dor é tão intensa