O barulho seco ecoa como uma explosão dentro do escritório quando Luciano varre tudo que está sobre a mesa com um único movimento violento do braço. Papéis voam, um copo cai e se despedaça no chão, a madeira da mesa arranha com a força brutal do impacto. O som reverbera dentro de mim como se estilhaçasse meu peito. A respiração dele está descompassada, dura, pesada… a respiração de um homem que carrega dentro de si um tormento que não sabe mais controlar.
Eu, encolhida contra a parede, observo com o coração batendo tão forte que parece tentar escapar pela garganta.
— Você é fraca, Rosália ele cospe, cada sílaba impregnada de desprezo.
Fraca.
A palavra se repete na minha mente como martelo, reverberando contra paredes invisíveis, machucando mais do que qualquer golpe físico já poderia machucar.
— Como você achou que poderia me enfrentar sendo tão fraca? Ele continua, avançando um passo.
— Como você achou que poderia se livrar de mim?
Aquele “fraca” carrega mais do que acusação. Carreg