O silêncio do quarto era tão profundo que parecia engolir o ar que eu respirava. Rosália dormia encolhida, seu peito subindo e descendo num ritmo leve demais, vulnerável demais, para alguém que ousou me trair… Ou ao menos me fazer acreditar nisso. A raiva era uma lâmina quente correndo por minhas veias, pulsante, envenenando cada pensamento até que minhas mãos se moveram sem permissão.
Deslizei a palma sobre sua boca, abafando o grito que estava prestes a escapar. O toque súbito a fez despertar