Ele me colocou na cama depois do jantar de ontem à noite exatamente como disse que faria. Não pediu, não perguntou se eu queria, não perguntou se eu estava cansada. Simplesmente fez. Como se eu fosse algo que lhe pertence e que ele posiciona onde acha conveniente. Primeiro me fez trocar de roupa, e isso foi humilhante de um jeito que eu não estava preparada. Ele segurou a peça de seda com as mãos firmes e pacientes, como quem segura algo caro e frágil demais para ser confiado a qualquer outra pessoa. Vesti-la em mim não foi um gesto carinhoso; foi um ritual de posse. A combinação era fina, quase transparente, e não havia nada ali que não gritasse submissão. Era bonita, sim. Bonita de um jeito que me deixaria corada se eu a tivesse escolhido para provocar. Mas não fui eu quem escolheu. E essa diferença muda tudo.
Depois disso, sentou-se ao meu lado e, como se fosse a coisa mais natural do mundo, esfregou pomada sobre a tatuagem nova. Seus dedos deslizavam devagar, espalhando o creme, e