Ele beija minha testa com cuidado, como se aquele gesto precisasse ser guardado, e então se afasta. Fica de pé ao meu lado, ajeitando o cinto com calma, enfiando a camisa de volta por dentro da calça, recuperando aos poucos a postura de homem que carrega o peso de muitas decisões.
— Tenho que trabalhar um pouco diz, a voz baixa.
Solto um suspiro sem conseguir evitar.
— Você está sempre trabalhando.
Ele me olha por cima do ombro, como se quisesse dizer algo a mais, mas segura.
— Sábado à noite