— Rosália não vai comer isso. Obrigado Luciano responde antes mesmo que eu consiga abrir a boca.
— Você não pode ter certeza disso Ruth rebate num murmúrio, piscando para mim com cumplicidade. Depois se levanta e sai do quarto, como se nada tivesse acontecido.
Luciano acompanha cada passo dela com o olhar e só fecha a porta quando o corredor fica em silêncio.
— Ela é demais ele comenta, passando a mão pelo rosto.
— Ela é mesmo concordo. Mas você se importaria de me explicar como, exatamente, ela veio parar aqui?
Ele solta um suspiro curto.
— Você preferia que ela não ficasse? Posso mandá-la pra casa agora. Mas, considerando que seu irmão sabe muito bem onde ela está, achei que você não iria gostar da ideia.
— Você a sequestrou?
Ele faz uma careta, como se escolhesse as palavras.
— Sequestro é uma palavra forte. Eu… pensa por um instante. Digamos que eu a peguei emprestada.
— Hum.
— E tratei como uma princesa.
— Ela acha que você um doce.
As sobrancelhas dele sobem, surpresas.
— É