Em casa.
Na casa de Luciano.
No meu quarto.
Mesmo que agora ele se pareça muito mais com uma cela do que com qualquer lugar seguro. As paredes são as mesmas, os móveis são os mesmos, mas tudo parece distorcido, estranho, ameaçador. Nada aqui me acolhe. Tudo me observa.
Ele deve estar com tanta raiva de mim.
Eu fugi dele.
Eu carregava o filho dele no meu ventre… e tentei tirá-lo da própria existência com aquele punhado de comprimidos. Eu sabia exatamente o que poderia acontecer quando engoli tod