As horas se arrastam de um jeito cruel. Lentas demais. O tempo aqui dentro não passa, ele rasteja. Em algum momento, dois dos homens saem com um dos carros. Ouço o motor se afastando, o portão rangendo, depois o silêncio pesado voltando a tomar conta da casa. Fico sozinha com o outro, minha respiração curta, o corpo exausto, os pulsos ardendo num tipo de dor que nunca se acostuma.
O cansaço vai me vencendo aos poucos. Minha cabeça pende. Meus olhos pesam. Eu cochilo sentada, com o corpo torto,