Mais lugares para procurar. Algo sobre Henrique. Qualquer coisa.
Já estou me movendo para a maçaneta da porta quando congelo e volto para Francisco.
— Não sei falar com crianças. Eu as apavoro.
— Isso pode ser verdade. Seus lábios se inclinam para cima no canto. Mas não essa. Eu vi o jeito que ela olha para você. Ela não está com medo.
— Assustada, não. Eu admito. Ela é desafiadora. Como sua irmã. Mas ela ainda é jovem…
— Fale com ela como um adulto sugere Francisco. E talvez ela o surpreenda.
Ruth ainda está acordada quando Ana abre a porta e me leva para dentro. Ela está enrolada em uma cadeira ao lado da janela, olhando para fora em contemplação. Ela tem apenas treze anos, mas parece alguém sobrecarregado com as responsabilidades e preocupações de um adulto, percebe que Francisco estava certo. Ela nunca teve a chance de ser uma criança, suponho. Não com uma mãe como a dela, que a abandonaria para os lobos por causa de sua própria autopreservação.
— O que você quer? Ela olha par