— Chefe, eu preciso dar uma palavra com você. Francisco aparece na porta do quarto da Rosália, a cabeça dele surgindo só até a metade, como se tivesse medo de entrar.
Eu só resmungo, irritado, sem afastar as mãos da janela. Estou tentando tirar uma tampa absurda que alguém pregou como se quisesse me torturar. A peça não sai nem com reza brava.
— Me dá uma mão com isso, sim? Digo, puxando de novo, o braço já doendo.
Mas ele não se move. Fica ali, plantado, a postura rígida, o olhar estranho. T