Os dias têm passado de um jeito estranho, pesado, quase sufocante. Eles escorrem pelos meus dedos como dia viram noite, depois viram madrugada, depois, sem que eu perceba, se transformam em semanas inteiras que desaparecem como se nunca tivessem existido. E eu sigo aqui, trancado dentro do meu escritório como um animal ferido que procura um canto escuro para lamber as próprias feridas.
É ridículo, mas é a verdade.
A maior parte do tempo eu alterno entre trabalhar compulsivamente e reler cada de