— Luciano? Santiago atende no segundo toque.
— Desculpa digo, passando a mão pelo rosto. Estava acomodando minha esposa. Voltei agora pro escritório.
Sento na cadeira e encaro a garrafa de uísque sobre a mesa. Ela parece me chamar. Dois dias como esses pedem um gole forte, mas eu viro o rosto. Não agora. Não enquanto a segurança da Rosália ainda estiver em jogo. Não vou baixar a guarda nem por um segundo.
— E ela, como está? Santiago pergunta. O tom é educado, neutro. Ele não desperdiça emo