— Nada ela dá de ombros e entra no escritório sem pedir licença, os olhos curiosos passeando por tudo. Estou entediada.
— Entediada? Repito, sem esconder a incredulidade. E o que exatamente você espera que eu faça a respeito disso?
— Quer jogar alguma coisa? Ela pergunta, animada.
Eu a encaro por alguns segundos, tentando entender se ela está falando sério.
— Eu tenho que cuidar da sua irmã.
— Ela está dormindo responde, como se fosse óbvio. A gente pode jogar jogo da velha. Ou forca.
Fico em silêncio, esperando que ela desista sozinha. Ela suspira, teatral.
— Tá bom… então jogo do futuro.
— Eu nem sei o que é isso respondo, seco.
Ela não se intimida. Pelo contrário. Puxa a cadeira em frente à minha mesa, se senta como se fosse dona do lugar, pega um bloco de papel e uma caneta.
— Eu te ensino. É fácil.
Contra toda lógica, ela começa a me fazer uma série de perguntas completamente aleatórias. Coisas sem importância, escolhas absurdas, opções que não fazem o menor sentido. Vai risca