(POV: Alexandre)
O apartamento de Eric era um santuário de minimalismo e aço escovado. Impessoal, funcional, seguro. Eu estava sentado no sofá de couro preto, o notebook sobre a mesa de centro, mas não sei o porquê, os meus olhos não viam os relatórios na tela, estava distraído. Henrique estava ao meu lado, girando um copo de uísque na mão.
— Você entendeu, não é? — falei em voz baixa. — Ninguém pode saber que você está aqui. Para todos os efeitos, você é um fantasma.
— Relaxa, Alex. Eu já se