(POV: Heitor)
Minha manhã começou como todas as outras: silenciosa. Eu lia os relatórios do mercado no escritório quando Lúcia entrou sem bater. Estava pálida, os lábios comprimidos, segurando o celular como se fosse uma serpente.
— Sogro, o senhor precisa ver isso.
Peguei o aparelho com impaciência. Na tela, a manchete de um dos maiores jornais do país:
"O Castelo de Cartas dos Drummond: Dossiê Revela Fraude na Drummond Corp."
Meus olhos passaram pelas palavras. Fraude. Desvio. Rolei a pág