(POV: Danilo)
O silêncio da sala de Sophie era cortante, interrompido apenas pelo som abafado da água correndo no banheiro. Eu estava sentado no sofá, as mãos entrelaçadas, tentando controlar a tempestade que rugia dentro de mim. Havia algo errado. O ar no apartamento parecia denso, carregado de uma eletricidade que eu não conseguia identificar, mas que fazia os pelos da minha nuca se arrepiarem.
Eu tinha certeza de ter ouvido uma voz de um homem quando cheguei. Uma voz grave, abafada, mas re