Arthur segurava o telefone com força.
Ao redor dele, o caos começava.
Os veículos acabavam de chegar.
Os agentes avançavam pela estação.
E, mesmo assim, toda sua atenção estava concentrada naquela voz.
Uma voz idêntica à de Lívia.
Mas mais velha.
Muito mais cansada.
— Quem é você?
Arthur perguntou.
Do outro lado houve silêncio.
Depois uma risada amarga.
— Essa é a pergunta errada.
A voz parecia emocionada.
Como alguém ouvindo um fantasma.
— Arthur.
Ele congelou.
— Eu conheço você.
— Como?
Outra