O som do motor ecoou pela estação abandonada.
Grave.
Metálico.
Impossível.
Durante alguns segundos ninguém se moveu.
A locomotiva permanecia parada sobre os trilhos enferrujados.
Mas estava viva.
Luzes acesas.
Painéis funcionando.
Sistemas despertando depois de décadas de abandono.
Como se estivesse esperando por eles.
Como se sempre tivesse esperado.
— Isso não deveria funcionar.
Gabriel foi o primeiro a falar.
Clara apontou para a locomotiva.
— Eu sinto que já ouvimos essa frase umas trezenta