Lívia não percebeu quando parou de respirar direito.
A frase permanecia diante dos olhos, imóvel no papel, mas viva demais dentro dela, como se cada palavra carregasse um peso que ultrapassava o significado literal, como se não fosse apenas uma confissão, mas uma sentença que atravessava o tempo e chegava até ela naquele exato momento, intacta, inevitável.
“Se algo acontecer comigo… foi culpa minha. Eu destruí tudo.”
Ela leu de novo.
E de novo.
Como se a repetição pudesse alterar o sentido, com