Um ano depois.
Lívia costumava pensar que finais felizes eram feitos de grandes momentos.
Declarações em lugares perfeitos.
Promessas diante de centenas de pessoas.
A sensação de que, depois de uma grande batalha, tudo finalmente ficaria exatamente como deveria ser.
Ela estava errada.
O verdadeiro final feliz não parecia uma cena de filme.
Parecia uma manhã comum.
Parecia acordar com Arthur reclamando porque ela havia roubado metade do cobertor durante a noite.
Parecia café derramado na mesa.
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