O cemitério estava vazio.
Era uma manhã tranquila, dessas em que o vento parecia caminhar devagar entre as árvores, sem pressa de chegar a lugar algum.
Arthur estacionou o carro e permaneceu alguns instantes com as mãos apoiadas sobre o volante.
Respirou fundo.
Durante anos, imaginara aquele momento de formas diferentes.
Em algumas delas, chegava tomado pela raiva.
Em outras, fazia perguntas que jamais seriam respondidas.
Também houve um tempo em que acreditou que pisaria ali apenas para dizer