Ninguém falou.
Ninguém respirou.
Ninguém sequer piscou.
A fotografia permanecia sobre a mesa.
Amarelada.
Desgastada.
Frágil.
Mas perfeitamente legível.
E o homem retratado nela tinha o rosto de Arthur.
Não parecido.
Não semelhante.
Não lembrava Arthur.
Era Arthur.
Os mesmos olhos.
O mesmo formato do rosto.
A mesma expressão séria.
Como se alguém tivesse tirado uma fotografia dele décadas antes de seu nascimento.
Clara foi a primeira a recuperar a voz.
— Isso é alguma brincadeira.
Mas ninguém re