Ninguém falou.
Ninguém conseguiu.
A fotografia ocupava toda a tela.
Uma menina.
Oito anos.
Sentada em uma cadeira simples.
Os pés sem alcançar o chão.
As mãos apertadas no colo.
Assustada.
Sozinha.
E, acima de tudo, familiar.
Terrivelmente familiar.
Lívia sentiu o coração martelar contra as costelas.
Porque não estava olhando apenas para alguém parecida com ela.
Estava olhando para si mesma.
Não havia dúvidas.
Os mesmos olhos.
O mesmo formato do rosto.
O mesmo pequeno sinal próximo à sobrancelh