Capítulo 6

Ao contrário da Alicia, Elizabeth tem um vocabulário chulo, ela fica o tempo todo jogando piadinhas com duplo sentido. E as roupas? Hoje ela está com um short que quase mostra um pedaço da bunda e uma camiseta preta, sem sutiã, marcando perfeitamente os bicos dos seios. Não posso negar que ela é muito bonita, aquele cabelo preto com a franja cobrindo a testa e os olhos verdes a deixam com uma carinha de menina. É uma carinha de menina no corpo de um mulherão, gostosa pra caralho! Ela é a combinação perfeita que faz o nosso amigo ficar de pé assim que coloca os olhos nela, mas é só isso, ela não passa de um corpo bonito.

O almoço foi muito animado. Alicia falou sobre sua vida em Seattle, ela estudou medicina, até trabalhava na área, mas teve que deixar tudo para trás antes mesmo de terminar a residência médica. É impressionante sua história. Depois, a minha mãe falou sobre a nossa vida aqui em Chicago, o Ruy falou sobre o seu trabalho de marketing digital. Apenas eu e a Elizabeth ficamos calados, até que o Ruy resolveu questioná-la:

— E você, Liz, tem quantos anos?

— Eu tenho vinte — respondeu com um sorriso.

— Mas você disse que trabalha no cassino há cinco anos. Você começou a trabalhar tão nova à noite? — Minha mãe ficou bastante surpresa com a resposta. E eu também.

— Sim, eu sempre fui alta, então não tive problema em começar a trabalhar com quinze anos, ninguém ligou.

— Mas seus pais não se importaram? Você deveria estar estudando ao invés de trabalhar — ela não respondeu rápido como nas outras perguntas.

— Isso não foi um problema — respondeu, vagamente.

Depois da sua resposta, Alicia mudou de assunto. Como eu já esperava, o motivo do almoço era porque minha mãe decidiu aceitar o maldito convite daquelas duas. Ela vai para Las Vegas na próxima semana e, por esse motivo, acabamos nos exaltando no final da noite.

— Alex, por favor, meu filho… — novamente, ela insistiu com a voz suplicante.

— Mãe, eu não preciso daquele homem na minha vida. Quantos anos nós sobrevivemos sem ele?

— Mas não é por isso que eu quero ir, Alex. Eu quero ir porque ele está morrendo. O SEU PAI ESTÁ MORRENDO! — Gritou as palavras, e era visível o seu desespero.

— Eu não acredito nessa história da carochinha, mãe. NÃO ACREDITO NAQUELE HOMEM! — Gritei de volta. Ela balançou a cabeça, triste. Meu coração doeu, era muito difícil vê-la assim.

— Eu sei disso, mas essa é uma boa oportunidade para você provar que está certo e o seu pai mentindo. Não acha?

No final, eu não consegui resistir ao pedido dela, isso já era esperado. Eu nunca consigo negar nada para minha mãe. Eu não estava nada animado, mas essa era uma excelente oportunidade para falar tudo que ficou entalado na minha garganta todos esses anos.

Estávamos hospedados em um hotel, numa famosa avenida, em Las Vegas. Hoje íamos descansar por aqui e amanhã era o dia de encontrar o velho filho da puta. Já estava preparando meus nervos para aguentar o momento sem sucumbir à minha vontade de quebrá-lo na porrada.

— Alex, por favor, não faça nada impulsivo! — Minha mãe pediu, quando estávamos nos preparando para dormir.

— Eu sei, mãe, pode ficar tranquila. Vou ser um cara simpático, não vou brigar ou estragar a paz do momento — falei, irônico.

— Eu sei que esse momento é difícil para você, mas um dia verá que ele foi necessário. — Duvido muito, mas concordei mesmo assim. Não ia estragar a empolgação dela. Era tão ridículo ver minha mãe agindo como uma adolescente, toda feliz e saltitante. Minha vontade era sacudi-la para ver se ela lembrava o que esse maldito homem fez conosco, mas prometi me comportar e sempre cumpro minhas promessas.

Às dezoito horas, Elizabeth veio nos buscar.

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