Capítulo 4

Elizabeth Marie

Passar uma noite na cadeia por causa daquele gostoso foi a gota d'água. Decidi sair, precisava dançar e beber para esquecer a raiva que estava sentindo. Escolhi ir ao bar Chicago Fire, dizem que era ótimo e vivia lotado de gatinhos, informação que confirmei assim que entrei. O lugar era lindo, com muitos homens lindos e animados.

Estava no balcão, bebendo e imaginando mil formas de me vingar, quando vi o gostoso passando pela porta. Estava com sorte, era uma coincidência excelente nós dois no mesmo lugar; e ele veio se sentar justamente perto de mim.

Que sorte!

Ouvi-o reclamar com o amigo, pelo ranco que demonstrava em cada palavra, ele odiava mesmo o pai. Ele também falou mal de mim. Idiota! Pedi outro drink, duplo e com gelo, levantei-me e fingi tropeçar, despejei todo o líquido do copo nas costas largas dele.

— Ei, gato, foi mal, eu não quis... — parei de atuar quando ele me encarou, as íris azuis brilhando de raiva.

— Você não conhece limites, não é mesmo? — perguntou entredentes.

— Quem tem limite é território, meu caro, e eu sou só uma morena gostosa, não acha? — falei no seu ouvido. Ele suspirou profundamente, apertando as mãos, e, pela cara de réu que fez, ele queria mesmo era apertar o meu lindo pescoço.

— Eu acho você bem gata! — O cara sentado ao seu lado falou, sorrindo. — Eu sou o Ruy, muito prazer! — Estendeu a mão e eu apertei.

— Eu sou a Liz, o prazer é todinho meu — sorri de volta.

— Ao que parece, você e meu amigo já se conhecem.

— Sim, mas o seu amigo não foi nada legal comigo, ele até me mandou para a cadeia, acredita? — Ele gargalhou, enquanto eu mostrava a língua para o gostoso, que, neste momento, estava com cara de cão raivoso.

Ele dilatou as narinas e levantou. Fiquei apreensiva quando ele deu um passo na minha direção, mas, para minha surpresa e alívio, ele só passou por mim, indo em direção ao banheiro.

— Não liga, ele é um pouco difícil, mas é gente boa — disse Ruy, quando ficamos sozinhos.

— Tomara! Seria um desperdício um homem tão lindo ser ruim — comentei, exibindo uma expressão esperançosa.

— É mesmo? Você acha ele bonito?

— Ele é um gato, mas seria melhor se fosse um pouco mais simpático e mostrasse um sorriso — respondi, sem esconder meu interesse.

— Eu não sou um idiota que fica rindo para qualquer um — Alex rebateu, chegando atrás de mim. Como ele voltou tão rápido? — Agora você pode voltar para o seu lugar e me deixar em paz!

— Você está muito estressado. O que foi, você não tem feito sexo ultimamente? — A gargalhada do Ruy soou alta quando fiz a pergunta — Sim, porque esse estresse todo deve ser falta de um bom orgasmo. Eu posso ajudá-lo, se você quiser — completei, calma. Ele não respondeu, só virou toda a bebida do seu copo em um só gole, estava com tanta raiva que os nós dos seus dedos ficaram brancos com a força que ele apertava o copo.

— Então, você é de Las Vegas. Os cassinos de Las Vegas são realmente tão animados quanto falam? — Ruy iniciou outro assunto para amenizar a tensão que formou ficou entre nós.

— Sim, os cassinos são muito animados e eu trabalho em um.

— Mesmo? Que legal!

— Sim, é muito legal. Eu trabalho no Cassino Royale, um dos mais famosos da cidade.

— Você trabalha em qual função? — Quando ele fez a pergunta, Alex nos olhou, parecia interessado na resposta.

— Eu sou garçonete. Nós somos as garotas que recepcionam os clientes e os divertem enquanto estão jogando.

— Divertem... que tipo de diversão? — notei uma certa malícia em seu questionamento.

— Nós jogamos com eles, servimos bebidas e fazemos gastarem o máximo possível. Não somos garotas de programa, se é isso que você quer saber, o divertir do nosso trabalho não envolve sexo — ele pareceu se impressionar com a minha resposta direta.

Fiquei conversando com o Ruy por mais de duas horas, entretanto o Alex não me deu nenhuma atenção, foi como se eu nem estivesse ali. Ele bebeu várias doses de uísque e manteve a cara fechada o tempo todo. O Ruy até brincou com ele algumas vezes, mas o cara parecia que não sabia como sorrir.

Às três horas da manhã, Alex decidiu ir embora, e o Ruy, muito simpático, me ofereceu uma carona, eu aceitei, óbvio, não era nada fácil achar um táxi de madrugada.

— Ruy, eu não deixei você levá-la no meu carro! — O ogro reclamou ao me ver indo atrás deles.

— Calma, Alex, é só uma carona, ela não vai te morder.

— Eu não vou. A menos que você queira, claro! — Provoquei, exibindo um sorriso malicioso.

— Você é muito safada! — Exclamou, olhando-me com nojo, e isso me incomodou muito. — Você não tem o mínimo de respeito por si própria e nem pelos outros, fica se oferecendo de bandeja por aí! Você não tem vergonha de agir como uma mercadoria barata que ninguém quer comprar?!

Ele falou tão naturalmente que eu nem tive resposta. Pela primeira vez na minha vida, alguém me deixou sem palavras.

— Ei, Alex, não exagera, cara. Ela não fez nada demais.

— Não fez? Quer dizer que ficar impondo sua presença e me enchendo o saco não é nada demais! — respondeu, quase gritando.

— Está tudo bem, Ruy, eu vou achar um táxi. Foi um prazer conhecê-lo. Espero sua visita no cassino qualquer dia. — Falei e me afastei deles. Enquanto me afastava, consegui ouvir o Ruy dando um sermão no Alex, mas não adiantou, aquele homem é impossível, nunca aceita que está errado.

Voltei para o hotel, mas não consegui tirar a maldita imagem daquele iceberg de músculos da minha cabeça. Também não consegui esquecer suas palavras desagradáveis. Sabe quando o coração acelera e parece que tem algo flutuando no estômago? É assim que sinto quando estou perto do Alex, eu nunca senti nada parecido com isso antes. É como se o ar me faltasse e o meu corpo perdesse o equilíbrio. É… diferente quando ele está perto.

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