Ariella
O domingo amanheceu cinzento.
Acordei com o lado da cama vazio. O lugar de Alessandro estava frio, como se ele tivesse se levantado há horas. Sofia ainda dormia entre nós, Lina abraçada, os cabelos espalhados no travesseiro.
Desci as escadas e encontrei Alessandro na copa, já vestido com uma camisa social, o celular grudado no ouvido. Ele falava rápido, em italiano, palavras que eu não conseguia acompanhar.
— Sì, capisco. Ma non posso rimandare ancora. — Alessandro disse, a voz tensa.