Ariella Sofia ainda estava no colo do pai quando Beto puxou minha manga. — Ari, que horas é o jantar? — Beto perguntou. Olhei para ele, ainda processando tudo. — O quê? — O jantar. Tô com fome. Rafa revirou os olhos. — Acabou de ganhar a guarda e você pensa em comida? — Rafa disse. — Fome não espera, cara — Beto respondeu. Soltei uma risada cansada. A tensão do dia começava a se dissipar, dando lugar a um cansaço profundo — mas bom. Daquele que vem depois de uma batalha vencida. Alessandro ainda segurava Sofia, mas agora ela se inclinava para trás, olhando para o rosto dele. — Papà, perché piangi? — Papai, por que está chorando? — Sofia perguntou. Ele passou a mão no rosto rápido, surpreso. — Non piango, tesoro — Não estou chorando, querida — Alessandro respondeu. — Stai mentendo — Está mentindo — Sofia insistiu. Rafa e Beto trocaram olhares. Eu mordi o lábio para não rir. Alessandro ajeitou a filha no colo. — Ok, forse un pochino — Ok, talvez um pouquinho. — Ma sono
Ler mais