Sabia que não poderia esconder nada do pai, pois ele era astuto demais para perceber qualquer entrelinha.
— Sim, papai.
Sem acreditar no que acabava de ouvir, Saulo começou a caminhar inquieto pela sala, batendo levemente o pé e mordendo o lábio.
— Quando isso aconteceu? — perguntou, a voz mais alterada a cada sílaba.
— Numa noite, antes de eu viajar — respondeu Eloá, tentando soar firme.
— Mas naquela noite você ficou na casa dos seus avós — retrucou ele, incrédulo.
— Sim, mas eu saí de madrug