Esperança

Henri sentiu o mundo apertar, mas respirou fundo e respondeu com uma calma que vinha da dor, não da coragem:

— O senhor pode gritar o quanto quiser, mas eu não vou embora. Não vim aqui para brigar; vim porque me recuso a abandoná-la agora.

As palavras saíram firmes, e por trás delas havia a verdade crua que nem Damião nem ninguém poderia negar. Por um instante, o silêncio reinou, pesado, cheio de olhares. Damião ficou vermelho, a mandíbula tensa; parecia pronto a explodir.

Foi então que Andrea, percebendo que aquilo ia para um lugar perigoso, deu um passo à frente com a voz trêmula, tentando acalmar os ânimos:

— Damião, por favor… não agora. A Catarina precisa de paz. Estamos num hospital. — Em seguida, seus olhos buscaram Henri, cheios de súplica. — Por favor, já estamos com problemas demais, vá para casa.

Antes que a tensão se transformasse em algo maior, uma enfermeira que passava pelo corredor aproximou-se apressada e, com a expressão profissional, tentou acalmar os ânimos.

— Senh
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