O coração dele disparou.
— Catarina? — chamou, com a voz trêmula.
Ela não abriu os olhos, mas o toque estava lá, real, firme, vivo. Henri levou a outra mão até a dela, segurando-a com cuidado, como se tivesse medo de que aquele milagre escapasse.
— Você está me ouvindo… — sussurrou, sentindo a emoção tomando conta. — Meu Deus… você está me ouvindo!
As lágrimas voltaram com força, escorrendo pelo rosto enquanto ele sorria, rindo e chorando ao mesmo tempo.
— Você precisa acordar, precisa abrir seus olhos. Por favor…
O monitor cardíaco emitiu um som ligeiramente mais rápido, e uma enfermeira que passava pelo corredor se aproximou ao notar a agitação. Ainda sem conseguir conter a alegria, Henri olhou para ela com os olhos marejados.
— Ela apertou a minha mão — disse, quase sem fôlego. — Ela reagiu!
A enfermeira apenas pediu calma enquanto se aproximava da cama.
— Isso é um bom sinal, senhor. Um ótimo sinal. Vou chamar o médico agora mesmo — disse ela, sorrindo antes de se afastar apressad