ANALU
A imagem dele, de pé no corredor do aeroporto, o rosto marcado por lágrimas e uma dor tão brutal que quase me fez desistir de tudo, era a única coisa que eu via, mesmo com os olhos fechados. O avião subia, a pressão mudava, e uma dor surda se instalava no meu peito, como se algo vital tivesse ficado para trás, no chão frio daquele saguão.
Eu estava indo embora.
Realmente indo.
A decisão, tomada com uma frieza que eu mesma não sabia ser capaz de produzir, agora se materializava no rugido d