Cayo
Eu cansei. Cansei pra caralho.
O carro preto apareceu de novo ontem à noite. Dessa vez eu vi tudo. Bolt latiu louco pra janela, eu levantei da cama correndo, abri a cortina e lá tava o filho da puta parado em frente ao prédio, farol apagado. O homem dentro, silhueta escura, celular na mão, tirando foto da nossa janela. Foto da sala, onde o Zyon corre, onde a Analu tá cozinhando, onde a gente vive. Meu sangue ferveu. Eu desci as escadas de chinelo, saí na rua gritando:
— Ei! Sai daí, porra!