Mundo ficciónIniciar sesiónEnquanto revisava uma planilha, Gemima ouviu a porta se abrir lentamente. O perfume amadeirado e familiar dele a alertou para sua presença antes que pudesse erguer o olhar. — Jano… — disse ela, esboçando um sorriso cansado.
— Eu pensei que você só viria mais tarde. Ele fechou a porta e aproximou-se, apoiando as mãos nas costas da cadeira dela, com um olhar sério e atento.— Não consegui esperar — respondeu ele. — Assim que vi sua mensagem, vim direto. Precisamos conversar, Gemima, respirou fundo, deixando de lado a caneta.— Eu sabia que isso iria acontecer. — Olha — começou ele, com um tom firme, porém gentil —, precisamos ter cuidado. Se o seu pai já está tomando precauções e você se sente ameaçada, há um motivo claro. Ofélia nunca gostou de você e não é uma mulher equilibrada.Gemima suspirou e desviou o olhar para a janela, onde seu reflexo mostrava um rosto cansado, marcado pela carga emocional que os últimos dias lhe haviam imposto.As sombra






