LARA
— Mãe?
A palavra escapa da minha boca como uma prece, ou talvez como um pedido desesperado de confirmação. Seguro sua mão com mais firmeza, como se o toque pudesse ancorá-la de volta ao presente.
Por um momento, tudo permanece imóvel. A sala, o bipe, o ar denso. Até que seus dedos se movem de novo. Mais conscientes, mais certos.
Ela pisca. Uma vez. Depois outra. Lentamente, como se estivesse voltando de um lugar muito distante, onde o tempo não tem pressa e a dor ainda não chegou. Seus olh