LARA
Ele dá um passo na minha direção.
Depois outro.
Mas para bem antes de me tocar.
A toalha escorregou do ombro dele e caiu no chão sem que nenhum de nós reagisse. A luz quente do abajur destaca a pele úmida, o cabelo molhado e a respiração ainda acelerada. Dorian está ali, em pé, diante de mim, apenas de cueca boxer preta. E me encara.
— O que você está fazendo aqui, Lara? — ele pergunta, a voz rouca, baixa. Quase um sussurro grave.
Se estivesse com raiva, teria gritado.
Se estivesse brincan