Mundo ficciónIniciar sesiónDurante sete anos, Helena Duarte acreditou que seu casamento sobreviveria a qualquer tempestade. Ela abriu mão da própria carreira, da liberdade e até da própria identidade para construir uma família ao lado do homem que jurou amá-la. Até a noite em que ele foi embora. Sem remorso. Sem olhar para trás. Levando apenas as malas, e a amante grávida
Leer másEle caminhava olhando alguns documentos em mãos enquanto um homem tentava acompanhá-lo nervosamente. — Senhor Blackthorne, eu posso explicar os números do trimestre— — Não. — a voz dele foi calma. — Você pode corrigi-los. O homem engoliu seco imediatamente. — Claro, senhor. Noah finalmente ergueu os olhos. E encontrou Helena observando. O coração dela tropeçou dentro do peito. Por um segundo rápido demais, tudo ao redor desapareceu. Os olhos escuros dele prenderam os dela com intensidade silenciosa. Então Noah desviou a atenção como se nada tivesse acontecido e continuou andando. Mas Helena continuou imóvel. Porque aquele homem tinha presença demais. Ela observou Noah entrar no escritório sem sequer diminuir o passo. As portas fecharam atrás dele. E o andar inteiro pareceu respirar novamente. Literalmente. Uma funcionária perto da impressora soltou o ar dramaticamente. — Meu Deus. Helena piscou confusa. — Ele é sempre assim? A mulher olhou rapidamente ao redor an
O primeiro dia de Helena na Blackthorne Industries começou com medo. Não ansiedade. Não nervosismo comum. Medo. Ela percebeu isso assim que saiu do elevador no último andar e sentiu novamente o silêncio pesado daquele lugar. Era estranho. Uma empresa daquele tamanho deveria ser barulhenta, movimentada, cheia de vozes. Mas o andar executivo parecia funcionar de outra maneira. Tudo era controlado. Contido. Como se as próprias paredes soubessem que qualquer erro ali custava caro. Helena apertou a alça da bolsa enquanto caminhava até a recepção elegante. Evelyn já a esperava. Impecável como sempre, usando um conjunto cinza escuro perfeitamente alinhado ao corpo magro e postura rígida. — Você chegou cedo — comentou sem sorrir. Helena olhou rapidamente o relógio. Ainda faltavam quinze minutos. — Achei melhor não correr riscos. Evelyn assentiu lentamente. — Inteligente. Ela entregou um crachá temporário para Helena. — Senhor Blackthorne odeia atrasos. A forma como diss
Uma mulher elegante de expressão séria levantou-se atrás de uma mesa moderna. — Helena Duarte? — Sim. — Sou Evelyn, assistente executiva do senhor Blackthorne. A mulher a analisou discretamente de cima abaixo. Não com desprezo. Mas com curiosidade. Como se tentasse entender algo. — Pode entrar, Ele está esperando. Helena sentiu o estômago afundar. A porta enorme atrás de Evelyn parecia mais intimidadora do que deveria. Ela respirou fundo antes de bater levemente. — Entre. A voz grave veio imediatamente. Calma. Fria. Controlada. Helena abriu a porta devagar. E quase perdeu o ar. O escritório era gigantesco. Elegante demais. Janelas enormes mostravam a cidade inteira lá embaixo enquanto móveis escuros e minimalistas deixavam tudo ainda mais sofisticado. Mas nada naquele ambiente chamava mais atenção que Noah Blackthorne. Ele estava de pé perto da janela. Terno preto. Postura impecável. Uma das mãos no bolso enquanto observava a cidade
E tudo aquilo parecia estranho demais para ela. — Você conseguiu entrevista lá? O tom parecia quase incrédulo. Helena franziu a testa. — Sim. Ricardo ficou quieto por alguns segundos antes de perguntar. — Você viu Noah Blackthorne? O modo como pronunciou o nome chamou atenção dela. Quase cauteloso. — Ele entrou na sala durante a entrevista. Outro silêncio. Então Ricardo soltou uma risada fraca. Sem humor algum. — Aquele homem é um filho da puta perigoso. Helena ficou surpresa pela agressividade repentina. — Você conhece ele? — Já tivemos negócios próximos uma vez. A voz dele endureceu. — Fica longe desse cara, Helena. Aquilo irritou algo dentro dela imediatamente. Talvez porque Ricardo não tinha mais direito de dizer do que ela devia se afastar. — Eu só fui numa entrevista. — Estou falando sério. Helena apertou o celular com força. — Engraçado você se preocupar agora. Ricardo suspirou irritado. — Não começa outra briga. Mas era tar





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