Mundo ficciónIniciar sesiónDurante sete anos, Helena Duarte acreditou que seu casamento sobreviveria a qualquer tempestade. Ela abriu mão da própria carreira, da liberdade e até da própria identidade para construir uma família ao lado do homem que jurou amá-la. Até a noite em que ele foi embora. Sem remorso. Sem olhar para trás. Levando apenas as malas, e a amante grávida
Leer másHelena Sempre achei que conhecia Noah Blackthorne. Conhecia seu silêncio. Sua forma de esconder a dor atrás de um olhar frio. Seu jeito de demonstrar amor em pequenos gestos. Uma mão sobre a minha. Um beijo na testa. O cuidado com Luna. Mas eu ainda não conhecia o homem que aparecia quando alguém ameaçava sua família. E foi naquele dia que eu o vi. Pela primeira vez... Eu senti medo dele. Uma semana havia se passado desde que Luna voltara para casa. Ela ainda acordava assustada durante a madrugada. Às vezes, corria para o meu quarto. Outras vezes, chamava por Noah. Ele nunca reclamava. Levantava imediatamente, sentava ao lado da cama dela e esperava até que voltasse a dormir. Esses momentos me faziam acreditar que tudo ficaria bem. Até aquela manhã. Eu estava organizando alguns contratos no escritório quando ouvi vozes alteradas do outro lado do corredor. Funcionários caminhavam depressa. O clima era estranho. Pouco depois, Evelyn entrou na minha sala. Seu rost
Helena Depois que Luna voltou para casa, todos esperavam que a nossa vida retomasse o rumo. Mas ninguém volta igual depois de olhar o pior medo nos olhos. Muito menos Noah. Algo nele havia mudado. Era como se a linha que separava o homem paciente do homem implacável tivesse desaparecido. Ele continuava gentil comigo. Continuava carinhoso com Luna. Mas, quando o assunto era a investigação. Seu olhar voltava a ser frio como aço. Três dias depois da prisão de um dos suspeitos, Noah reuniu sua equipe de segurança no último andar da Blackthorne Industries. Eu não deveria estar ali. Mas passei pela sala de reuniões e ouvi sua voz através da porta entreaberta. — Quero todas as informações organizadas em ordem cronológica. Vincent distribuiu várias pastas sobre a mesa. Fotografias. Relatórios. Registros telefônicos. Movimentações bancárias. Noah permaneceu alguns segundos em silêncio antes de falar novamente. — Não vamos agir por impulso. Vamos entregar cada prova às auto
Noah O monitor cardíaco emitia um som constante. Luna dormia profundamente no leito do hospital, abraçada ao pequeno coelho de pelúcia que um dos enfermeiros havia encontrado entre seus pertences. Helena permanecia ao lado da cama, acariciando os cabelos da filha com movimentos lentos, como se precisasse ter certeza de que ela realmente estava ali. Eu observava as duas em silêncio. Durante dois dias, vivi o pior pesadelo da minha vida. Agora que Luna havia sido encontrada, o alívio dividia espaço com outra sensação. Raiva. Uma raiva fria. Controlada. Porque alguém havia ousado tocar na minha família. E essa pessoa ainda estava livre. Uma batida discreta na porta interrompeu meus pensamentos. Vincent entrou acompanhado de Thomas. Os dois tinham expressões sérias. Olhei para Helena. — Vou voltar em alguns minutos. Ela assentiu, sem afastar os olhos de Luna. Saí para o corredor e fechei a porta com cuidado. — O que descobriram? Thomas abriu uma pasta. — A perícia enc
Helena Não existe relógio quando um filho desaparece. As horas deixam de fazer sentido. O dia e a noite se misturam. O cansaço desaparece, substituído por uma única pergunta que se repete sem parar: Onde está minha filha? Eu já não lembrava quando havia comido pela última vez. Meu café permanecia intocado sobre a mesa. Meu celular não saía das minhas mãos. Cada vibração fazia meu coração disparar. Cada ligação que não trazia notícias aumentava meu desespero. Noah também não descansava. Durante quase quarenta e oito horas, ele coordenou pessoalmente cada equipe de busca. Seus olhos estavam vermelhos. A barba começava a crescer. A gravata já havia desaparecido. O homem impecável que comandava um império dera lugar a alguém movido apenas por uma missão. Trazer Luna de volta. Pouco depois das sete da manhã, Vincent entrou apressado na sala de operações. Seu rosto revelava uma mistura de tensão e esperança. — Senhor Blackthorne... Noah levantou-se imediatamente. — En





Último capítulo