A mala apareceu numa quinta-feira à tarde.
Helena estava sentada no chão da sala desenhando com Luna quando ouviu batidas secas na porta do apartamento.
Seu corpo inteiro ficou tenso imediatamente.
Ela já tinha começado a odiar sons inesperados.
Todo toque na campainha parecia trazer más notícias.
Cobranças.
Avisos.
Humilhações.
Luna levantou a cabeça animada.
— Papai?
A pergunta atravessou Helena como uma lâmina.
Ela forçou um sorriso cansado.
— Não sei, meu amor.
Mas no fundo ela sabia.
Quand