Helena acordou antes do amanhecer.
Ou talvez nunca tenha dormido de verdade.
O corpo estava pesado, a cabeça latejava e os olhos ardiam por causa das lágrimas acumuladas das últimas noites.
Por alguns segundos, ela ficou imóvel na cama, encarando o teto escuro do quarto enquanto tentava encontrar forças para levantar.
Mas então ouviu a respiração baixinha ao seu lado.
Luna.
A menina dormia agarrada à camiseta da mãe, com os cachinhos espalhados pelo travesseiro e a testa franzida como se até n