Isadora
Quando chego à casa de Rebeca, encontro-a na sala, sentada na beira do sofá, as mãos trêmulas e o olhar perdido. É como se o ar ali estivesse mais pesado, impregnado de medo. Assim que me vê, ela levanta os olhos, e só o que consigo enxergar é pavor.
— O que aconteceu? — pergunto, apressada, aproximando-me. Sento no sofá de frente para ela, e espero.
Rebeca respira fundo, como se reunir coragem fosse um esforço físico.
— Ele está aqui… no Brasil. O pai da Ísis. — A voz dela q