Acordei com o dia ainda escuro. O despertador sequer havia tocado, mas o meu corpo já parecia saber que aquele seria um dia definitivo. Sentei na beira da cama, abracei os joelhos e respirei fundo. Uma parte de mim queria adiar, enrolar, permanecer ali, escondida sob os lençóis, como se o tempo fosse me dar mais prazo. Mas a outra parte — a que vinha crescendo silenciosamente desde a noite passada — sussurrava que eu precisava seguir. Fazer o que tinha que ser feito. Por mim.
Levantei devag