SEBASTIAN
Estou sentado na beira da cama, o quarto meio mergulhado na penumbra, iluminado apenas pelo abajur aceso no criado-mudo. O som da água correndo no banheiro me chega abafado pela porta entreaberta, um ruído constante que mistura calma e inquietação dentro de mim. Isadora está lá dentro, em seu banho que costuma ser concentrado. Aproveito esse momento de privacidade forçada para pegar o celular e discar o número de Eduardo.
Ele atende depois do terceiro toque.
— Eduardo falando.