O som do motor ecoava como um rugido engasgado pelos túneis que levavam ao centro de Manhattan. Evan não se importava com os faróis vermelhos, com os limites de velocidade, com os pedestres que saltavam assustados diante da máquina preta que cruzava as avenidas feito um raio de tempestade.
As mãos apertavam o volante com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. O maxilar travado, a garganta seca, os olhos fixos no vazio da frente. Ele não lembrava como saiu do estacionamento. Só lembra